Ato de coragem
Inglesa enfrenta risco de radiação em Fukushima para salvar cães abandonados
30 de maio de 2011
Voluntária de 70 anos veste roupa especial e sai
à procura de animais para reuni-los com suas famílias
A voluntária Elizabeth Oliver com um dos animais resgatados da área de Fukushima. Foto: Divulgação
Desde
que as autoridades japonesas estabeleceram uma zona de exclusão ao
redor da usina nuclear de Fukushima, as pessoas fazem de tudo para
evitar a área. A exceção é uma mulher britânica que deliberadamente
caminha pela região em busca de animais abandonados.
Elizabeth
Oliver, de 70 anos, já salvou 197 cães e 17 gatos que ela encontrou em
suas andanças pela área. Para penetrar na zona de exclusão de 20
quilômetros ao redor da usina, ela usa uma roupa especial e carrega um
contador Geiger para monitorar os níveis de radiação.
Logo após o
tsunami de 11 de março que atingiu a região de Fukushima, no Japão, as
imagens de animais abandonados vagando pelas estradas surgiram nos meios
de comunicação. Autoridades tinham receio de que os animais pudessem
estar contaminados, após o anúncio de que a usina apresentava vazamento,
e determinaram que eles fossem deixados para trás – alegando que seriam
coletados mais tarde.
Inglesa enfrenta risco de radiação em Fukushima para salvar cães abandonados
30 de maio de 2011
Voluntária de 70 anos veste roupa especial e sai
à procura de animais para reuni-los com suas famílias
A voluntária Elizabeth Oliver com um dos animais resgatados da área de Fukushima. Foto: Divulgação
Desde
que as autoridades japonesas estabeleceram uma zona de exclusão ao
redor da usina nuclear de Fukushima, as pessoas fazem de tudo para
evitar a área. A exceção é uma mulher britânica que deliberadamente
caminha pela região em busca de animais abandonados.
Elizabeth
Oliver, de 70 anos, já salvou 197 cães e 17 gatos que ela encontrou em
suas andanças pela área. Para penetrar na zona de exclusão de 20
quilômetros ao redor da usina, ela usa uma roupa especial e carrega um
contador Geiger para monitorar os níveis de radiação.
Logo após o
tsunami de 11 de março que atingiu a região de Fukushima, no Japão, as
imagens de animais abandonados vagando pelas estradas surgiram nos meios
de comunicação. Autoridades tinham receio de que os animais pudessem
estar contaminados, após o anúncio de que a usina apresentava vazamento,
e determinaram que eles fossem deixados para trás – alegando que seriam
coletados mais tarde.
Mas em dez dias, apenas 15 animais foram coletados de um total de 20 mil abandonados pelas famílias.
Elizabeth
Oliver, que vive no Japão há mais de 40 anos, ficou consternada. “Mesmo
quando você solta os animais das gaiolas ou dos quintais, eles se
recusam a deixar suas casas, achando que seus tutores vão voltar”,
contou ao jornal britânico “Daily Mail”.
Um dos cães que
Elizabeth resgatou é um setter inglês que ela encontrou perto de
Nami-choo. O animal estava faminto e sua família o havia deixado solto
para que ele ao menos pudesse se defender. Mas sem conseguir encontrar
os tutores, ele se transformou em uma criatura aterrorizada diante da
presença humana.
Elizabeth conseguiu encontrar a família do
cachorro, que ela apelidou de Frostbite, mas eles continuam vivendo em
um abrigo temporário, portanto o animal continua sob seus cuidados no
centro para animais criado por ela em Osaka.
Quando os animais
chegam ao abrigo, ela coloca anúncios e cartazes durante três meses para
tentar reunir cães e gatos com suas famílias.
Elizabeth também
vem ajudando animais de maior porte. Em suas andanças, ela chegou a uma
fazenda em que nove cavalos estavam mortos. O tutor, sentado em meio aos
corpos dos animais, preparava-se para matar os outros 20 cavalos que
haviam resistido à falta de alimentação. A polícia havia proibido que
pessoas entrassem na fazenda para alimentá-los. Elizabeth conseguiu
alojar os animais em outro lugar, onde eles receberam cuidados e
sobreviveram.
Fonte: Época
Elizabeth
Oliver, que vive no Japão há mais de 40 anos, ficou consternada. “Mesmo
quando você solta os animais das gaiolas ou dos quintais, eles se
recusam a deixar suas casas, achando que seus tutores vão voltar”,
contou ao jornal britânico “Daily Mail”.
Um dos cães que
Elizabeth resgatou é um setter inglês que ela encontrou perto de
Nami-choo. O animal estava faminto e sua família o havia deixado solto
para que ele ao menos pudesse se defender. Mas sem conseguir encontrar
os tutores, ele se transformou em uma criatura aterrorizada diante da
presença humana.
Elizabeth conseguiu encontrar a família do
cachorro, que ela apelidou de Frostbite, mas eles continuam vivendo em
um abrigo temporário, portanto o animal continua sob seus cuidados no
centro para animais criado por ela em Osaka.
Quando os animais
chegam ao abrigo, ela coloca anúncios e cartazes durante três meses para
tentar reunir cães e gatos com suas famílias.
Elizabeth também
vem ajudando animais de maior porte. Em suas andanças, ela chegou a uma
fazenda em que nove cavalos estavam mortos. O tutor, sentado em meio aos
corpos dos animais, preparava-se para matar os outros 20 cavalos que
haviam resistido à falta de alimentação. A polícia havia proibido que
pessoas entrassem na fazenda para alimentá-los. Elizabeth conseguiu
alojar os animais em outro lugar, onde eles receberam cuidados e
sobreviveram.
Fonte: Época
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